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Vacinação

Foto do escritor: Júlia Fornaziero
Júlia Fornaziero
10 de ago.
4 min de leitura

Em saúde, informação de qualidade também é uma forma de prevenção.


As vacinas estão entre as estratégias de saúde pública mais importantes da história. Elas ajudam nosso organismo a desenvolver proteção contra diversas doenças infecciosas e, quando a cobertura vacinal de uma população é alta, também contribuem para reduzir a circulação desses agentes e proteger pessoas que não podem ser vacinadas ou que apresentam maior risco de complicações.


Do ponto de vista da naturologia, falar sobre saúde de forma integral também significa reconhecer a importância da prevenção baseada em evidências. Práticas integrativas podem fazer parte do cuidado e da promoção da saúde, mas não substituem medidas de prevenção cuja eficácia e segurança estão amplamente estabelecidas — e a vacinação é uma delas.


~ Vacinas não são apenas uma escolha individual

É comum ouvirmos que a decisão de se vacinar diz respeito somente à própria pessoa. Mas doenças infecciosas não funcionam dessa maneira.


Quando muitas pessoas estão imunizadas, a circulação de determinados agentes infecciosos diminui. Isso cria uma proteção coletiva especialmente importante para pessoas que não podem receber determinadas vacinas por condições específicas de saúde, além de reduzir o risco de surtos.


Foi graças à vacinação que doenças que já causaram enorme número de mortes e sequelas passaram a ser controladas ou eliminadas em diferentes partes do mundo. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) teve papel fundamental nesse processo, contribuindo para o controle de doenças como poliomielite e sarampo.


E justamente por termos conquistado tantos avanços, existe um perigo em esquecer o quanto essas doenças podem ser sérias.


~ O problema das fake news sobre vacinas

Nos últimos anos, informações falsas ou distorcidas sobre vacinação passaram a circular com enorme velocidade, principalmente nas redes sociais.


Algumas mensagens parecem convincentes porque misturam informações verdadeiras com conclusões equivocadas. Outras utilizam relatos pessoais como se fossem evidências científicas ou apresentam efeitos adversos raros como se fossem acontecimentos comuns.


Por isso, antes de compartilhar uma informação sobre saúde, vale fazer algumas perguntas:

  • De onde veio essa informação?

  • Existe uma fonte confiável?

  • Ela cita estudos ou dados verificáveis?

  • A informação foi publicada por uma instituição de saúde reconhecida?

  • É uma experiência individual sendo apresentada como regra geral?


As vacinas utilizadas pelo SUS passam por avaliações antes de serem disponibilizadas e continuam sendo monitoradas quanto à segurança, eficácia e qualidade. Como qualquer intervenção em saúde, podem causar eventos adversos, mas isso não significa que sejam perigosas. No caso das vacinas contra o sarampo, por exemplo, o Ministério da Saúde afirma que são seguras e eficazes e que, em geral, provocam poucas reações.


Isso não significa que devamos deixar de fazer perguntas. Pelo contrário: questionar é saudável. Compartilhar desinformação sem verificar, não.


Buscar profissionais qualificados e fontes oficiais é uma maneira muito mais segura de tomar decisões sobre a própria saúde.


~ E o sarampo? Por que precisamos falar disso agora?

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode causar complicações importantes, incluindo pneumonia e encefalite, além de, em casos graves, levar à morte. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.


O Brasil chegou a receber a certificação de eliminação da circulação endêmica do sarampo, mas a doença voltou a circular no país a partir de 2018, em um cenário associado, entre outros fatores, à redução das coberturas vacinais. Em 2026, já houve registro de caso no estado de São Paulo, o que reforça a importância de manter a população protegida.


💉 Lembrete: campanha de vacinação contra o sarampo em São Paulo

Se você mora na capital paulista, a campanha de multivacinação e intensificação da vacinação contra o sarampo está acontecendo de 3 de agosto a 1º de setembro de 2026.


Durante a campanha, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos, de acordo com as recomendações da estratégia. A cidade também terá um Dia D em 22 de agosto, quando as Unidades Básicas de Saúde estarão abertas para vacinação.


De acordo com as orientações divulgadas pela Secretaria Municipal da Saúde, o esquema varia conforme a idade e a situação vacinal. Crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero durante a estratégia; para pessoas de 12 meses a 29 anos, são previstas duas doses, enquanto pessoas de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose, conforme as recomendações vigentes. Trabalhadores da saúde também possuem esquema específico.


Por isso, antes de assumir que você não precisa da vacina, confira sua caderneta de vacinação ou procure uma unidade de saúde para verificar seu histórico.

A campanha é uma ótima oportunidade para colocar não apenas a vacina contra o sarampo, mas também outras vacinas do calendário em dia.


~ Cuidar também é combater a desinformação

Vacinação não deveria ser uma questão de torcida, disputa política ou opinião de internet.


É uma questão de saúde pública.


E combater fake news não significa simplesmente dizer às pessoas o que elas devem pensar. Significa incentivar o pensamento crítico, apresentar fontes confiáveis e criar espaço para que dúvidas sejam esclarecidas por profissionais capacitados.


Da próxima vez que uma informação sobre vacinas aparecer no seu feed, antes de compartilhar, pare por alguns segundos.


Confira a fonte. Procure evidências. Converse com um profissional de saúde.


E, principalmente, não deixe que uma informação falsa na internet coloque em risco uma proteção que levou décadas para ser construída.


Vacinar é cuidar de si, mas também é cuidar da comunidade. 💚


Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui uma avaliação individual ou orientação de um profissional de saúde. Para verificar seu esquema vacinal, procure uma unidade do SUS e leve sua caderneta de vacinação.



Se permaneceu alguma dúvida ou quiser conversar mais sobre isso, comente aqui embaixo e/ou envie um e-mail para o meu consultório de Naturologia (juliaf.naturologa@gmail.com), terei o maior prazer em lhe responder!


Entre em contato e reserve um espaço na sua agenda para conhecer meu consultório na Rua Baronesa de Itu, 336, conjunto 101, Higienópolis, São Paulo-SP e mude agora mesmo seu estilo de vida!


Júlia Fornaziero - Naturóloga

(19) 9 8390 1010

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Júlia Fornaziero - Terapias

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